Empreendedorismo

Startups que sobrevivem

Ranjay Gulati e Alicia DeSantola
8 de março de 2016

Quatro atividades podem ajudar novos empreendimentos de risco em sua escalada para o sucesso.

P or que tantas startups que aparentemente têm tudo — clientes, caixa, perspectiva promissora — não vingam? Pergunte a um investidor de risco e você provavelmente ouvirá que elas têm problemas de “escalada”.
O que isso significa? Investidores de risco normalmente descrevem o termo como uma necessidade de “profissionalizar a organização” e “contratar pessoas adultas”. Mas essas são definições simplistas demais — substitutos frágeis para as mudanças significativas necessárias. Atualmente, as startups crescem tão rapidamente que, apesar de identificarem seus pontos fracos, para elas é difícil corrigir seu curso. Elas podem melhorar suas perspectivas se entenderem a mecânica de uma escalada eficiente antes da “hora da verdade”.

O investidor de risco Ben Horowitz compara a escalada com a “arte da espionagem”. Ele e outros propuseram boas ideias para desmistificá-la, mas as startups ainda não dispõem de uma estrutura eficiente para se transformar em empresas maduras. Este é o tema deste artigo. Utilizando extensos estudos de caso de empresas que cresceram rapidamente em 75 anos de pesquisa organizacional, identificamos quatro atividades críticas para a escalada bem-sucedida de empresas de risco. As companhias precisam contratar especialistas funcionais que as conduzam ao próximo patamar, adicionar estruturas gerenciais para acomodar o aumento do número de funcionários efetivos e ao mesmo tempo manter laços informais em toda a organização, desenvolver planejamento e capacidades de previsão e explicar