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O mundo nas nuvens

Google Cloud apresenta
5 de dezembro de 2018

Armazenar dados e programas na nuvem, em data centers de grandes provedores, já não é novidade. Afinal, para as empresas, o mais interessante é focar seus esforços nos produtos ou serviços que vendem, e não se preocupar em manter estruturas onde armazenar suas informações ou soluções computacionais. Recentemente, o Google anunciou um aplicativo que permite a transição feita entre os dados guardados “em casa”, ou seja, nas próprias empresas, e aqueles que já vão direto para a nuvem. Trata-se de uma camada de integração que possibilita sobrevida para as aplicações internas, segundo João Carlos Bolonha, diretor de vendas para a América Latina do Google Cloud. “A empresa não vai fazer um big bang. Fará a migração aos poucos.”

Um bom exemplo disso foi a Latam Airlines. Depois da formação do grupo, com a fusão da chilena Lan com a brasileira TAM, a multinacional queria criar um ambiente de trabalho colaborativo e expandir o uso da plataforma de comunicação interna que já usava, mas sem interromper os processos empresariais. Seu objetivo era usar a tecnologia para se tornar cada vez mais digital com o uso de nuvem ‒ movimento que se iniciou em 2017. A empresa consolidou todos os seus processos com a plataforma de produtividade G Suite, do Google. Segundo a empresa, houve não somente um grande impacto em relação à eficiência como uma transformação radical dentro da Latam. Afinal, seu objetivo era reduzir a complexidade e  concentrar-se em suas operações centrais, ou seja, viagens aéreas, e não na administração de um banco de dados. Outros serviços do Google, como o BigQuery, criam algoritmos para que a companhia aérea possa apresentar ofertas customizadas aos clientes. Com essa ferramenta, as empresas conseguem coletar e analisar dados em tempo real, sem necessidade de gerenciar toda uma infraestrutura para isso.

A migração para a nuvem traz diversos benefícios às empresas. Há redução de custo, já que a manutenção de data centers físicos é dispensável. Novos projetos com grande demanda computacional ficam mais baratos e podem ser implementados com enorme rapidez pois a necessidade de adquirir novos computadores, instalar programas e configurar os sistemas é reduzida com os serviços prestados pelo Google. “O custo de armazenamento e de processamento diminui muito”, garante Bolonha. Segundo o diretor, clientes de toda a América Latina observaram 60% de redução, graças à combinação de menor custo (pelo processamento ou armazenamento) com a flexibilidade de utilização na nuvem.

Os programas permitem total integração entre membros de equipes, mesmo que cada um esteja num extremo do planeta, pois podem conversar, salvar e editar documentos on-line em tempo real. Além disso, a segurança em relação aos dados e processos é garantida pela empresa que gerencia a nuvem.

Atualmente, de acordo com Bolonha, analistas de tecnologia em várias empresas já propõem a nuvem como solução de segurança, o que mostra que potenciais incertezas iniciais quanto à eficácia e temores de armazenar dados longe da empresa já foram resolvidos. Os data centers do Google trabalham em camadas, como se fossem o perímetro de uma casa, com portão, cerca, porta de entrada. A comunicação de dados é feita através de uma camada de dispositivos de segurança. As placas de rede de todos os computadores têm um chip específico para garantir que o tráfego não sofra nenhum tipo de interferência. O sistema operacional tem assinatura digital própria, o que traz segurança, garantindo que é conhecido e sem modificações.

Ademais, quando o servidor vai “conversar” com outro servidor, existe um protocolo específico de segurança para essa comunicação. O usuário precisa digitar senha, com fator múltiplo de autenticação, como um SMS ou uma ligação. “O grau de segurança é de uma escala única. Existem 600, 700 engenheiros trabalhando somente em segurança no data center do Brasil”, explica Bolonha.

O Google conta com 15 regiões de data center no mundo e uma rede de fibra óptica de 160 mil quilômetros, a maior do globo, segundo a empresa. A região de São Paulo é a única na América Latina. Sua localização exata é guardada a sete chaves, por questões de segurança e de certificação, que é perdida, caso ela seja divulgada. Ter um data center no país tem algumas vantagens. Os clientes não precisam se preocupar, por exemplo, com tarifas de importação ou em transformar reais em dólares. Nenhum concorrente do Google aqui tem taxas fixadas na moeda local. Para Sérgio Rocha, fundador e presidente da AgroTools, a possibilidade de armazenar dados no Brasil acabou rendendo um benefício extra: tranquilidade em relação a potenciais interferências de outros governos.

A cobrança é feita de duas formas: taxas fixas (mensalidade) e taxas variáveis (uso por minuto, uso por processamento etc.), que variam de fração de um real a uma quantidade substancial deles.

O mercado está em grande expansão. O consumo de nuvem na América Latina mais que dobrou em relação a 2017, segundo Bolonha. O Google não divulga números, mas o diretor garante que hoje o Brasil já está triplicando o consumo de produtos e serviços da nuvem. “Vivemos um bom momento, com um mercado que tem maturidade, boa oferta e pleno crescimento.” Segundo ele, o produto mais utilizado no mercado de nuvem pública hoje na América Latina são os serviços IaaS (infrastructure as a service), com forte crescimento de PaaS (platform as a service), relacionados com dados e inteligência artificial. A empresa de pesquisas Forrester estima que o mercado de nuvem pública esteja no modo de hipercrescimento e deva atingir US$ 191 bilhões até 2020. E, na visão da IDC, provedora de inteligência de mercado, as compras de nuvem em várias categorias deverão representar 43% do orçamento total de TI ainda este ano.

Em termos globais, os negócios do Google Cloud registram crescimento de mais de três dígitos. Quando lhe perguntaram se esse crescimento estaria mais perto dos 100 do que dos 999%, o diretor respondeu: “Já passou bastante dos 100, mas ainda não está em 900”.

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