Capital de risco

Aposte nos jóqueis, não nos cavalos

Radar
6 de março de 2017

Ao avaliar possíveis investimentos, capitalistas de risco investigam rotineiramente os fundadores da empresa examinando sua experiência, avaliando empresas anteriores e checando referências. Mas um novo estudo com 885 capitalistas de risco institucionais em 681 empresas revela que muitos consideram a equipe de gestão (geralmente os fundadores) o fator mais importante — ainda mais importante que o conceito do negócio divulgado. Entre os capitalistas de risco pesquisados, 47% disseram que a equipe era a principal variável — apenas 37% colocaram em primeiro lugar fatores empresariais, como modelo de negócio, mercado e setor. (A maioria dos demais priorizou a compatibilidade da empresa com a carteira do capitalista de risco.) Os resultados diferiram de acordo com a idade e o setor da empresa em questão: Para as start-ups e empresas de TI, mais que para as empresas em estágio posterior e empresas de serviços de saúde, a equipe de gerenciamento foi considerada o fator mais importante. Ao avaliar a equipe, os capitalistas de risco levaram em conta a capacidade, a experiência no setor, a paixão, o trabalho em equipe e a experiência empreendedora, nessa ordem. Houve ligeiras variações conforme o local: por exemplo, diferentemente de investidores de outras regiões, para capitalistas de risco da Califórnia a paixão era o elemento mais importante, e a experiência o menos.

A importância da equipe de gestão foi apenas uma das descobertas desse amplo estudo, que analisou também como capitalistas de risco encontram oportunidades de negócio e como gerenciam e orientam fundadores depois de investir. Os resultados mostraram que capitalistas de risco não se concentram em fundadores apenas quando avaliam possíveis investimentos. Ao avaliar o desempenho de seus investimentos, os capitalistas de risco novamente classificaram a qualidade da equipe de gestão como a variável fundamental. “A equipe é mais importante que a empresa como indicador do sucesso ou fracasso”, escrevem os pesquisadores.

Sobre o estudo

“How do venture capitalists make decisions”, de Paul A. Gompers et al. (National Bureau of Economic Research, versão preliminar), disponível na íntegra neste link.

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