Pesquisa e desenvolvimento

Predadores de patentes

Pesquisa e desenvolvimento Artigo Revista
Markus Reitzig, Joachim Henkel
Empresas de tecnologia são alvo crescente de ataques de patent sharks, firmas que detêm patentes na surdina e ameaçam ir à Justiça quando seus direitos são involuntariamente infringidos. Em geral, o ataque vem do nada, e a linha tradicional de defesa, projetada para enfrentar rivais visíveis, é inadequada para essa luta de guerrilha. Os autores sugerem cinco princípios para ajudar empresas a evitarem um ataque. Deixar de montar imensas carteiras de patentes para licenciamento cruzado com concorrentes. Buscar interdependência tecnológica pode ser bom se concorrentes têm interesse em trocar tecnologias. Mas predadores de patentes querem apenas ganhos monetários. Simplificar padrões técnicos e criar projetos mais modulares. Quando a tecnologia do predador é integrada ao padrão e não há como deixar de usá-la nem migrar para alternativa viável, a empresa fica vulnerável. A saída é simplificar padrões para minimizar o número de componentes centrais insubstituíveis e criar projetos mais modulares para que seja possível substituir só o módulo infrator. Cooperar com concorrentes no início do processo de P&D. Revelar informações sobre idéias desprovidas de proteção talvez soe absurdo. Só que essa transparência pode ajudar a empresa a evitar o desenvolvimento de produtos suscetíveis a ataques. Fomentar cooperação entre departamentos e com outras empresas. Destacar advogados para acompanhar projetos desde o início reduz o custo de proteger tecnologias de alta qualidade mais à frente. Parar de inundar escritórios de patentes com invenções insignificantes. Esse dilúvio acabou facilitando o registro de patentes de inovações ordinárias por predadores, e aumentou o risco de que muitas empresas violem, sem querer ou saber, uma patente.