Gestão pessoal

Seu nome no Google

Gestão pessoal

Presidente de uma rede sofisticada de lojas de roupa, a americana Hathaway Jones, Fred Westen passou os últimos quatro anos lutando para revigorar a imagem da empresa e turbinar as vendas. Acaba de soltar um plano ambicioso para penetrar o efervescente mercado de artigos de luxo na China quando recebe um telefonema de um velho amigo de escola. Fred aceita entrevistar a filha do amigo, Mimi Brewster, para um possível emprego – quem sabe até o comando da principal loja da rede na China, em Xangai.

 

Fred fica impressionado com o currículo de Mimi. A entrevista também é muito boa, mas uma busca de rotina no Google revela informações sobre a moça que poderiam afetar o desempenho da Hathaway Jones na China. Artigos de jornal e fotografias revelam que Mimi, logo depois de deixar a universidade, participara de protestos barulhentos – incluindo um em frente ao consulado chinês em San Francisco – contra a Organização Mundial do Comércio. Com a diretora de RH sugerindo cautela, Fred pondera práticas de contratação na era digital. O executivo sabe que nada mais é segredo – sobretudo entre a geração mais jovem, que expõe sua intimidade sem pudores na internet, para quem quiser ver. Se contratar Mimi e sua conduta no passado vier à tona, a expansão da empresa no exterior poderia ser prejudicada. Só que um astro em ascensão como Mimi não bate todo dia à porta. Fred deveria contratá-la, apesar de tudo?

 

Fictício, o caso traz comentários de John G. Palfrey Jr., professor e diretor executivo do Berkman Center for Internet & Society da Harvard Law School; Jeffrey A. Joerres, presidente da Manpower; Danah M. Boyd, candidata ao doutorado na University of California em Berkeley e consultora de empresas; e Michael Fertik, presidente da ReputationDefender.

 

Preparo cognitivo

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Pesquisas recentes em neurociência mostram que a saúde do cérebro não resulta apenas da herança genética e de experiências na infância, como se acreditava no passado. É reflexo, também, de experiências e escolhas na vida adulta. Os dois autores, professores das faculdades de medicina e administração da Emory University, nos EUA, explicam como fortalecer a anatomia do cérebro, suas redes neurais e capacidade cognitiva — e impedir que funções como a memória se deteriorem com a idade.

 

A agilidade do cérebro resulta daquilo que os autores chamam de preparo cognitivo, ou boa forma cognitiva — estado otimizado no qual a capacidade de raciocinar, recordar, aprender, planejar e adaptar é reforçada por certas atitudes, opções de vida e exercícios. Exercitar a mente é crucial. Estudos de imagens do cérebro indicam que adquirir o domínio em áreas tão diversas como tocar violoncelo, lançar malabares, falar uma outra língua e guiar um táxi amplia e torna os sistemas neurais mais comunicativos. Ou seja, é possível mudar a configuração física do cérebro com o aprendizado.

 

Quanto melhor o preparo cognitivo, melhor a capacidade da pessoa de tomar decisões, resolver problemas, lidar com o estresse e mudanças. Com uma boa forma cognitiva, a pessoa ficará mais aberta a novas idéias e pontos de vista alternativos. Terá a capacidade de mudar o comportamento e atingir metas. Poderá retardar em anos a senescência e até desfrutar de uma segunda carreira.

 

Com um aproveitamento seletivo da pesquisa em neurociência, que cresce rapidamente, e de pesquisas consolidadas em psicologia e outras áreas da saúde mental os autores identificaram quatro passos a tomar para manter a boa forma do cérebro: entender como o cérebro cresce com a experiência, brincar, procurar padrões e buscar novidades e inovações. Aí estariam algumas das principais oportunidades para que a pessoa mantenha o cérebro engajado e criativo.

 

 

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