Edição Brasil

Como contratar e manter as pessoas certas na sua start-up

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Luana Bichuetti, José Luiz Bichuetti

Começar um negócio pode ser fácil — bastam uma boa ideia e alguns recursos financeiros. É uma combinação de sonho, vontade, iniciativa e perseverança. Mas obter sucesso é outra história: seu principal ingrediente são a atração e composição das equipes, com gente competente, engajada,  motivada e de espírito empreendedor para, juntamente com os investidores, consolidar sua visão. Sem o pessoal certo, é impossível materializar suas ideias.

Oportunidades na base da pirâmide

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Pedro Passos, Naércio F., Márcio Cypriano, Guido Mantega, Fernando Alves, Delfim Netto, Claudio Lottenberg

RESUMO

 

A convite da HBR Brasil, sete líderes de destaque examinam as oportunidades que emergem no País com a recente redução da distância entre ricos e pobres. 

 

Para Antonio Delfim Netto, professor emérito de Economia da USP e ex-ministro da Fazenda, o foco do governo no crescimento, os programas sociais e o aumento da oferta de crédito e da construção de moradias fomentaram o crescimento de uma nova classe média. 

 

Márcio Cypriano, presidente do Bradesco, atribui ao Bolsa Família o mérito de uma perceptível redução dos índices de exclusão. O banco investe em educação há 52 anos por meio da Fundação Bradesco e vem aumentando a oferta de crédito à população de mais baixa renda, considerado outro importante instrumento de inclusão social. 

 

Claudio Luiz Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Brasileira Albert Einstein, foca sua análise na área da saúde pública, onde considera que já há sensíveis avanços, em parte devido a iniciativas do Ministério da Saúde, mas também pelo aumento da renda da população nos últimos anos. 

 

Fernando Alves, presidente da PricewaterhouseCoopers, reconhece avanços econômicos e institucionais, mas nota que os programas assistencialistas consomem muitos recursos e não apresenta os bons resultados esperados. 

 

Para Naércio Aquino Menezes Filho, professor de Economia no IBMEC-SP e da FEA-USP, a distribuição desigual da educação é maior entrave para o progresso social no Brasil. No entanto, diz, ao menos a sociedade já pressiona os responsáveis para produzir resultados. 

 

E Pedro Passos, presidente da Natura, considera que a rede de proteção social foi instalada, mas educação e saúde po­dem tornar-se prioridades do governo. O restante o setor privado pode resolver.