OTIMIZAR, OU A ARTE DE BUSCAR a melhor alternativa entre todas as existentes, é um luxo ao qual raramente podemos nos dar. Em geral, adotamos a primeira solução adequada que encontramos, seja ao decidir onde almoçar, quem contratar, em que trabalhar. Prêmio Nobel, Herbert Simon cunhou o termo “satisficing” para descrever o processo decisório que, a título de atalho, define um conjunto de aspirações e elege, então, uma alternativa (em geral a primeira) que satisfaça os requisitos mínimos. É uma abordagem pragmática e, muitas vezes, necessária: em situações nas quais há muitas opções ou quando as opções são apresentadas uma a uma, otimizar pode ser uma empreitada insana.

Já que nossa tendência é aceitar o satisfatório, dificilmente chegaremos a algo muito melhor do que aquilo que estamos dispostos a aceitar. Logo, o dirigente empresarial deve ser exigente. Peter Drucker, ao defender uma tese semelhante, observou o seguinte em “The Effective Decision” (HBR January–February 1967): “O executivo eficaz deve partir com aquilo que é ‘certo’, e não com o que é aceitável, já que no final sempre é preciso fazer concessões”.

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