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Organizando-se para competir no mundo digital I

IBM apresenta
18 de novembro de 2017

Simplesmente, as empresas não estão dando conta.

A sensação dominante é de um “overflow” de informações e pressões para lidar com rupturas tecnológicas e demandas exponenciais de clientes/consumidores, resultando em confusão mental e em impotência face às limitações de ativos e capacitações para encarar a jornada digital. Os esforços para se manter no jogo são desconfortavelmente insuficientes e o sentimento de ficar para trás faz agora parte do dia-a-dia nas empresas.
Experimentamos um momento de inflexão em como trabalhamos, como consumimos e como vivemos. E o que vem por aí só aumentará o desafio de explorar a explosão de dados, o poder computacional, a agilidade da nuvem, a expansão da ubiquidade — já vivemos a era cognitiva nos negócios e na sociedade — e não há volta.

Em 2025, a economia digital irá representar 24% do PIB global — US$ 23 trilhões¹ e:
•   Teremos 75 bilhões de aparelhos conectados no mundo — 9,2 aparelhos conectados por habitante, de 2,7 em 2017² — uma pessoa irá, em média, interagir 4.800 vezes com aparelhos conectados todo dia — uma interação a cada 18 segundos;
•   Serão gerados 163 zettabytes (1021 bytes) em dados — dez vezes mais do que geramos em 2016;
•   Destes, 30% serão críticos ou hipercríticos para a vida humana — como dados médicos, de sistemas de controle, de telemetria e de transporte aéreo³;
•   Destes, 25% serão gerados em tempo real, e desses, 95% terão origem em IoT (internet of things);
•   Destes, 20% virão embedded — de câmeras de segurança, medidores, vestíveis, vending machines, entre outros;
•   Destes, 3% serão fonte para análise avançada e cognitiva — seis vezes mais do que em 2016 (0.5%) — dado o avanço do poder computacional que irá acirrar a busca de insights crescentes por empresas e indivíduos, acredito que esta estimativa é conservadora;
•   Destes, quase 90% exigirá um nível de segurança, mas menos da metade o terá.

Fontes: (1) Oxford Economics – Setembro 2017; (2) IHS, Análise IBM; (3) IDC-Seagate Data Age 2025: The Evolution of Data to Life-Critical

A projeção deste mundo digital tem recebido leituras distintas. A percepção deste momento depende do “calor” sentido pelas empresas e de sua maturidade para entender o impacto de tecnologias digitais sobre a sobrevivência e competitividade de seus negócios.

Um olhar mais atento e é possível identificar o complexo sistema que comanda este momento decisivo para as organizações:

A ambição da reinvenção digital™ cria o contexto para as empresas desenharem a arquitetura e engajarem a organização – seja infligindo dor e/ou definindo aspirações. Por que mudar e onde queremos chegar. O tamanho da ambição deve gerar o comprometimento dos líderes e do time – a jornada é dura, longa. Serão anos de experimentações, com mentalidade de fail fast e de agilidade que requerem funding e persistência. Não há almoço grátis aqui.

Com a ambição clara e o compromisso da liderança, deve nascer o plano de vôo para a reinvenção digital™ — o que alcançar, como, quando e com qual velocidade. O plano deve descrever e guiar a construção do processo de avaliação, definição e implementação de quais tecnologias e soluções digitais irão tracionar a reinvenção e impactar a criação de valor para o negócio nos três a cinco anos seguintes — de digitalização de processos e automações a criação de novos ecossistemas digitais com parceiros.

A jornada digital só avançará com o foco e gestão em três elementos estruturantes — a fundação de TI — ou seja, a sustentação e desempenho das tecnologias digitais sob uma arquitetura e ambiente tecnológico na nuvem, com flexibilidade, com integrações e poder computacional adequados; a organização e as capacitações digitais deverão facilitar e fomentar a cooperação, a conectividade e gestão eficaz/eficiente das iniciativas digitais; finalmente, o mindset digital deverá ser construído na base da experimentação, dos fracassos e sucessos rápidos, da concretização dos resultados das iniciativas, do reconhecimento dos talentos e times digitais e do seu impacto sobre o negócios.

Este complexo sistema deve ser governado por um modelo organizacional capaz de atribuir a importância necessária a estes fatores e habilitadores, assegurando então que sejam gerenciados com foco e com alto desempenho.

Como competir no mundo digital? Temos visto a erosão de capital de acionistas como resultado de fracas governanças para liderar a agenda digital. Comece aí.

Em cada ciclo evolutivo da reinvenção digital, o modelo certo será decisivo para tracionar a velocidade, para a aumentar o ROI das iniciativas digitais, e para assegurar a credibilidade e a própria sustentação da jornada.
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Yves Moyen é Vice Presidente de Digital Strategy & iX | Retail da IBM Services América Latina

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