Setembro 2014

Uma mistura físico-digital

Tecnologia
Darrell Rigby

No início da revolução digital, executivos de empresas sólidas fizeram o melhor possível para ignorar o movimento, convencidos de que o desenvolvimento de novas tecnologias nunca chegaria a ser tão ameaçador. Enquanto essa condição hesitava, vários deles mudaram seu pensamento, concluindo que o mundo digital inexoravelmente acabaria com suas posições. Tudo indicava que para sobreviver teriam de parar de investir nos antigos negócios, salvar o que pudessem e lançar-se em arriscadas iniciativas digitais independentes.

O medo que vem de dentro

Gestão organizacional
Sadie Creese, David M. Upton

Todos nós conhecemos o ataque cibernético que a Target sofreu em 2013. Os criminosos roubaram o número do cartão de pagamento de 40 milhões de clientes e dados pessoais de aproximadamente 70 milhões. Isso abalou a reputação da companhia, fez seus lucros despencarem e custou o emprego do CEO e do CIO. O que pouca gente sabe é que, embora os ladrões fossem de fora da empresa, eles tiveram acesso aos sistemas de cadeia do varejo usando as credenciais de alguém de dentro: um dos fornecedores de refrigeração da empresa.

Alison Beard entrevista J. Craig Venter

De corpo e alma
Alison Beard

J. Craig Venter provocou muita agitação em 1998, quando ele e sua empresa, Celera, desafiaram o Projeto do Genoma Humano na corrida ao sequenciamento de DNA. (Dois anos depois ela acabou empatada.) Despedido da Celera em 2002, o biólogo dirige atualmente um instituto sem fins lucrativos e duas empresas de biotecnologia: Human Longevity e Synthetic Genomics. Entrevista por Alison Beard

 

Lucro sem prosperidade

Gestão geral
William Lazonick

Cinco anos depois do término oficial da Grande Recessão, lucros corporativos são altos e o mercado de ações está florescente. […]

Compartilhar não é só para startups

Cultura organizacional
Rachel Botsman

Há dois anos Peggy Fang Roe observou um fenômeno frustrante. Como chefe de vendas e diretora de marketing da divisão para Ásia e Pacífico da Marriott, Fang Roe sabia que os salões de conferências do hotel eram subutilizados — no entanto, muitas vezes via hóspedes andando pelos saguões ou restaurantes à procura de um lugar sossegado para trabalhar. “Eu pensei, é um absurdo que nossos hóspedes não tenham acesso aos espaços ociosos do hotel”, observa.

A abordagem chinesa de administração

Globo
Thomas Hout, David Michael

Pode parecer improvável que China Inc. seja uma fonte de pensamento original em administração. Suas empresas de propriedade do Estado são na maior parte gigantes regulamentadas que estão aprendendo práticas de gestão com o Ocidente. A China ainda precisa produzir uma empresa de classe mundial como GE ou Samsung, e fora do país a maioria das pessoas de negócios são mais conhecidas por acumular riqueza que por suas ideias inovadoras. No entanto, a China atualmente ensina mais administração que muitos países.

Trabalho + Casa + Comunidade + Você

Gestão pessoal
Stewart D. Friedman

SOBRECARREGADO. DESCONCENTRADO. ESTRESSADO. EXIGIDO ALÉM DA CAPACIDADE. É assim que muitos de nós nos descrevemos hoje. Ouço isso de homens e mulheres, de jovens e velhos, de executivos, estudantes de MBA, médicos, comerciantes, artesãos, cientistas, soldados, pais que ficam em casa, professores e engenheiros ao redor do mundo. Em uma época de comunicação constante e pressões econômicas contínuas, todo mundo está lutando para ter um trabalho significativo, felicidade doméstica, envolvimento com a comunidade e vida interior gratificante.

Inteligência contextual

Liderança
Tarun Khanna

Seja como gestores ou como acadêmicos, estudamos as empresas para extrair aprendizado, formalizá-lo e aplicá-lo nos quebra-cabeças que queremos resolver. Por isso vamos para a escola de negócios, escrevemos estudos de caso e desenvolvemos esquemas analíticos e lemos a HBR.

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Qual é a sua estratégia de idiomas?

Estratégia
Tsedal Neeley, Robert S. Kaplan

A LÍNGUA PERMEIA TODOS OS ASPECTOS da vida de uma organização. Ela toca tudo. Mesmo assim, líderes de organizações globais, cujos funcionários falam muitas línguas, muitas vezes dão pouca atenção ao idioma em sua abordagem de gestão de talentos. Como temos observado em incontáveis organizações, o multilinguismo irrestrito gera ineficiência até nas mais dedicadas e talentosas forças de trabalho.