Maio 2012

Transforme inimigos em aliados

Gestão pessoal
Shannon Dunlap, Brian Uzzi

John Clendenin tinha acabado de sair da faculdade de administração quando assumiu, em 1984, seu primeiro cargo de gerência, na divisão de peças e suprimentos da Xerox. Era óbvio que vinha de fora: jovem, negro, ex-fuzileiro naval, o rapaz ia trabalhar de camisa corde-rosa e ternos marrons que destoavam do tradicional uniforme cinza e preto dos colegas. “Eu era muito diferente”, lembra. No novo papel, no entanto, teria de liderar uma equipe que incluía gente com décadas de Xerox.

A solução de US$ 1 trilhão na P&D

Inovação
Anne Marie Knott

Como saber que retorno a empresa está obtendo com pesquisa e desenvolvimento? Como saber se é melhor nessa área do que a concorrência? Quanto deveria estar gastando e que medidas poderia tomar para aumentar a eficácia do investimento?

Christiane Amanpour em entrevista a Alison Beard

Experiência
Alison Beard

Christiane Amanpour ganhou fama mundial na década de 1990 como correspondente de guerra da CNN e uma colaboração simultânea com o programa 60 Minutes, de outra emissora americana, a CBS. Um ano e quatro meses depois de virar âncora de um programa na rede ABC (This Week), Amanpour resolveu voltar ao papel de correspondente estrangeira (para ABC e CNN). Motivo? “Simplesmente não há gente suficiente trabalhando com isso”.

 

Como vencer em mercados emergentes: lições do Japão

Globo
Shigeki Ichii, Susumu Hattori

Se for um consumidor em uma das economias desenvolvidas do mundo e achar que o Japão está cheio de grandes exportadores, o leitor terá razão. Hitachi, Panasonic, Sony, Toyota — muitas multinacionais japonesas ganharam notoriedade na segunda metade do século 20. Já se for um consumidor de certos mercados emergentes, provavelmente não terá a mesma opinião sobre as japonesas. Aliás, dependendo do país, é possível que nunca tenha usado um produto feito por uma dessas gigantes.

Como alavancar a inovação no Brasil

Inovação
Roberto Leuzinger, Fernando Fernandes

Quando pensamos em empresas inovadoras, é inevitável que venham às nossas cabeças empresas como Apple, Google e Facebook. Entretanto, existem empresas ditas tradicionais extremamente inovadoras que causariam surpresa na maioria das pessoas. Quem pensaria em uma empresa de distribuição de energia elétrica como inovadora? Afinal de contas, quanta inovação dá para colocar em um produto tão básico quanto a energia elétrica que sai das nossas tomadas?

Como a DuPont Brasil atrai e gerencia a cocriação

Inovação
Lea De Luca

No final de março, o Centro de Inovação da DuPont no Brasil ganhou um espaço interativo, dedicado a promover a colaboração científica com clientes, universidades, organizações civis e governamentais. Instalado em Paulínia (São Paulo) há dez anos, o centro faz parte da estratégia global da empresa de desenvolver inovações locais.

Como usar as redes sociais para alavancar a colaboração criativa na sua empresa.

Inovação
Romeo Busarello, José Cláudio Terra

A colaboração é cada vez mais vital para a estratégia de inovação das empresas, mas ainda são poucas as que compreendem a diversidade de modelos e as implicações destas escolhas. As redes sociais são uma onda avassaladora na vida dos indivíduos. No mundo corporativo, porém, a realidade é díspar: coexistem empresas hiperconectadas e outras ainda organizadas segundo os preceitos mais rigorosos da revolução industrial.

Global business speaks English

Globo
Tsedal Neeley

Esteja ou não preparado, o inglês é hoje a língua internacional dos negócios. Mais e mais multinacionais — Airbus, Daimler-Chrysler, Fast Retailing, Nokia, Renault, Samsung, SAP, Technicolor e Microsoft em Pequim, para citar só algumas — estão instituindo o inglês como idioma oficial da empresa. A ideia é facilitar a comunicação e o desempenho entre departamentos e operações espalhados pelo globo.

Seis mitos do desenvolvimento de produtos

Produtos
Stefan Thomke, Donald Reinertsen

A maioria dos gerentes de desenvolvimento de produtos vive em eterna luta para concluir projetos sem estourar prazos e orçamentos. Nunca há recursos suficientes para dar cabo do trabalho e seus chefes exigem cronogramas e resultados previsíveis. Daí o gerente instar a equipe a ser mais parcimoniosa, a traçar planos mais detalhados e a minimizar o desperdício e variações no cronograma.

Como administrar sua carteira de inovação

Inovação
Bansi Nagji, Geoff Tuff

A administração sabe e o mercado financeiro também: a viabilidade de uma empresa ano a ano depende de sua capacidade de inovar. Dadas as expectativas atuais do mercado, pressões competitivas globais e a extensão e o ritmo de mudanças estruturais, isso nunca foi tão verdade. Mas dirigentes de empresas penam para convencer o mercado de que seus atos na gestão garantirão um fluxo contínuo de novidades de sucesso. Muitos admitem sentir dúvida e frustração.

Para executivos e profissionais liberais, emprego fixo pode já não ser o melhor.

Carreira
Matt Miller, Jody Greenstone Miller

Quando seus filhos chegam da escola, Ed Trevisani tem tempo para estar com os meninos. Trevisani é líder de um grupo de escoteiros, atua no conselho de entidades sem fins lucrativos e dá aulas de administração em universidades na região da Filadélfia, no estado americano da Pensilvânia. Aliás, já teria sido visto sentado na varanda dos fundos da casa em pleno horário de serviço. Nada mal para um sujeito que segue ganhando o mesmo que ganhava quando sócio da IBM e da PricewaterhouseCoopers.

O perfil de um bom tweet

Comunicação
Paul André

Na última contagem, o Twitter tinha meio bilhão de usuários — autores, no total, de cerca de 175 milhões de tweets por dia. A cada segundo são abertas 11 contas novas. Mas qual, exatamente, o valor dessas mensagenzinhas de no máximo 140 caracteres?

A sabedoria da multidão da empresa

Empresa
Thomas Davenport

Acontecimentos recentes sugerem que o bom senso de empresas se esvai cada vez mais. Diariamente ficamos sabendo de algum deslize de outro líder. O site The Motley Fool até criou uma nova seção: “CEO Gaffe of the Week”, a gafe da semana cometida por um presidente. Enquanto isso, novidades dos campos da ciência comportamental e cognitiva provam o quão tendenciosos e ditados pela emoção somos na hora de tomar decisões — e o castigo por decidir mal é cada vez pior.

A organização darwiniana

Cultura organizacional
Valery Yakubovich, Serguei Netessine

Dale Carnegie contava uma história sobre o magnata americano do aço Charles M. Schwab: certa vez, para motivar os operários de uma usina, Schwab anotou no chão o volume de aço que o turno diurno tinha produzido. Ao ver a marca, o turno da noite deu duro para superá-la — e, ao final, também escreveu no piso seu total. Não tardou para que os dois turnos estivessem disputando para ver quem era o melhor. A produção disparou. “Para que o trabalho seja feito”, disse Schwab, “é preciso promover a competição”.