Junho 2013

A nova dinâmica da competição

Competição
Michael D. Ryall

No livro Inovação e Espírito Empreendedor, Peter Drucker fez a seguinte observação sobre setores de atividade que dependem da inovação baseada no conhecimento: “Por um período longo, existe a percepção de que uma inovação está para acontecer (…). Então, de repente, há uma quase-explosão, seguida por uns poucos anos de grande arrebatamento, tremendas atividades de se pôr em marcha, tremenda publicidade (…). [Depois] vem o ‘abalo’ do qual poucas sobrevivem”.

Missão definida. O novo contrato entre empresa e trabalhador

Cultura organizacional
Reid Hoffman, Chris Yeh, Ben Casnocha

Foi então que veio a globalização e a Era da Informação. A estabilidade deu lugar a mudanças aceleradas e imprevisíveis. Para ter e manter o sucesso, adaptabilidade e empreendedorismo se tornaram essenciais. No setor privado americano, por exemplo, essas mudanças romperam o tradicional pacto entre empresa e trabalhador e o plano de carreira que o acompanhava. Fora dali, também se observa essa reviravolta, em distintos graus.

Ex-presidente cogita um golpe

Experiência
William C. Kirby

Já passa da meia-noite. Na casa que divide com o marido em Jacarta, Indonésia, Myra Wanandi escreve em seu diário:

Estou cansada, mas preciso me concentrar. Meu pai vai tomar uma das decisões mais importantes de sua vida, e conta comigo. O que me assusta é que tenho certeza de que ele vai seguir meu conselho — ele sempre segue. Mas, desta vez, não sei o que dizer. Rezo para ter um lampejo enquanto escrevo. Ele espera uma resposta amanhã.

L’Oréal domina o Multiculturalismo

Globo
Yves L. Doz, Hae-Jung Hong

No cerne de toda empresa global há uma tensão que nunca é totalmente desfeita: para atingir economias de escala e escopo é preciso certa uniformidade e integração de atividades por distintos mercados. Já servir mercados regionais e nacionais exige a adaptação de produtos, serviços e modelos de negócios às condições locais. Com empresas americanas e europeias intensificando a busca de clientes em economias emergentes, as vantagens da escala global e a necessidade de diferenciação local só vão crescer.

Para administrar com a cara do Brasil

Administração
Alfredo Behrens

O esgotamento da gestão convencional. O centro gravitacional da atividade econômica mundial desloca-se para o oceano Pacífico, assim como o interesse dos Estados Unidos e do Canadá.
A crise do euro é apenas um sintoma das dificuldades da Euro-
pa; ela envelhece e perde competitividade. O Brasil, ainda atrelado ao Atlântico Norte, verá a sua competitividade geográfica reduzida. Precisará exportar mais para mais longe e para países com menor nível de renda per capita.

Primeiro dia é tudo

Administração
Suzanne de Janasz, Michael Watkins, Kees van der Graaf

Anos atrás, Kees van der Graaf, um dos autores deste artigo, foi promovido ao comando da divisão de alimentos da Unilever. Ia substituir o sujeito que acabara de ser nomeado presidente. Van der Graaf estava felicíssimo por suas conquistas terem sido premiadas com a chefia da maior divisão da empresa e por estar galgando, de um só golpe, dois degraus na hierarquia da Unilever. Sua nomeação foi imediatamente anunciada ao mercado, como ditam as normas das bolsas britânicas e americanas.

Qual é a teoria da sua firma?

Cultura organizacional
Todd Zenger

Se tivesse de definir estratégia, a maioria dos executivos provavelmente se sairia com algo na seguinte veia: estratégia significa descobrir e explorar mercados atraentes e buscar, neles, uma posição que garanta uma vantagem competitiva sustentada. Para conseguir uma posição dessas, a empresa configura e organiza recursos e atividades de modo a oferecer ou um valor singular a clientes ou um valor comum a um custo excepcionalmente baixo.

Vantagem Transitória

Gestão geral
Rita Gunther McGrath

A estratégia empacou. Há muito o mundo empresarial vem obcecado com a busca de uma vantagem competitiva sustentável. Essa ideia está no cerne da maioria dos tratados sobre estratégia, é a base da estratégia de investimento do megainvestindor americano Warren Buffett e é fundamental para o sucesso de empresas que figuram em listas das “mais admiradas”. Não estou dizendo que seja uma má ideia — obviamente, é espetacular competir de um jeito que ninguém mais possa imitar.

Presidente da Honeywell conta como evitou demissões

Experiência
David Cote

Quando cheguei à Honeywell, em 2002, a empresa vinha de um período complicado. Pouco depois da fusão com a Allied Signal, em 1999, tinha fechado a aquisição de uma empresa chamada Pittway. As três culturas nunca foram integradas, a Honeywell deixara várias vezes de bater metas de lucro e a empresa anunciara baixas que, no total, somavam US$ 8 bilhões. Com mais de cem anos de atuação na indústria química, tinha passivos ambientais que nunca haviam sido abordados.

O paradoxo do “multitasking”

Gestão pessoal
HBR

O leitor talvez suspeite que fazer várias coisas ao mesmo tempo — o tal “multitasking” — é contraproducente. Novos dados sugerem que de fato é. Os gráficos abaixo mostram a jornada de dois trabalhadores na frente do computador. Um deles, uma mulher, desviava o foco da atenção relativamente poucas vezes. Já o outro pulava constantemente de uma tarefa para outra. Os dois estão entre os milhares de indivíduos que monitoram sua atividade no computador diariamente com um software chamado RescueTime.

Tamanho importa (na assinatura)

Gestão geral
Nick Seybert

Tese: empresas lideradas por presidentes cuja assinatura é grande — um sinal de narcisismo — se saem pior do que as chefiadas por executivos com assinatura pequena.

O problema com o “imposto da pobreza”

Organizações
Woody Lewenstein, Ethan Kay

Em 2006, uma empresa chamada Solae começou a vender proteína de soja em pó em favelas de Mumbai. Subsidiária da DuPont, a Solae viu ali a oportunidade de se estabelecer no mercado consumidor da Índia e, ao mesmo tempo, ajudar no combate à desnutrição — um caso clássico do “é dando que se recebe”, ou “doing well by doing good”. A empresa esperava que o produto fosse emplacar. Em 2008, contudo, estava saindo do mercado.