Dezembro 2012

Business Design

Design
Harry West, André Coutinho

Há um crescente interesse no Brasil na aplicação do modo de pensar do design para solucionar desafios e problemas empresariais — o chamado Design Thinking. Mas, como qualquer conceito emergente, ele é adequado apenas para determinados contextos e precisa ser adaptado para o contexto brasileiro. Em que situações uma abordagem de design para a inovação empresarial é adequada? E como essa abordagem deve ser contextualizada para o Brasil?

Volte a acreditar em sua criatividade

Experiência
Tom Kelley, David Kelley

Ao nascer, a maioria das pessoas é criativa. Quando crianças, vivemos no mundo do faz de conta, perguntamos coisas bizarras, fazemos um rabisco qualquer e proclamamos que é um dinossauro. Mas, com o tempo, devido à socialização e à educação formal, muita gente começa a sufocar esses impulsos. Damos ouvidos ao juízo do outro, ficamos mais cautelosos, mais analíticos. O mundo parece se dividir entre quem é “criativo” e quem não é — e muita gente, de forma consciente ou não, aceita resignada o segundo rótulo.

Quanto vale o esforço de um sócio?

Experiência
Joshua D. Margolis, Christopher Marquis

Desculpe, gente. Só mais umas perguntinhas. Sei que isso é chato.

— Da próxima vez, vamos trazer uma vodca — brincou Brooks. — Uma pessoa que passa tanto tempo quanto você cuidando da nossa contabilidade devia pelo menos poder provar o produto.

A ruptura da Kiva

Inovação
Mick Mountz

Em 2003, passei boa parte do ano correndo o trecho na Sand Hill Road, falando com investidores ali em Menlo Park, na Califórnia — e ouvindo um indefectível “não”. Devo ter exposto minha ideia a, no mínimo, 50 potenciais investidores. Resumindo, minha tese era que, em um armazém destinado à separação e ao empacotamento de pedidos recebidos pela internet, uma empresa pouparia o pessoal do vaivém incessante para buscar artigos nas prateleiras se tivesse um pequeno exército de robôs que trouxesse as estantes até o pessoal.

Duas rotas para a resiliência

Governança
Richard N. Foster, Matthew J. Eyring, Clark G. Gilbert

Cedo ou tarde, sua empresa provavelmente terá de se transformar devido a mudanças no mercado, a novas tecnologias ou à investida de rivais disruptoras. Nessa hora, certos estrategistas sugerem rapidez e arrojo, o que significa romper radicalmente com o passado e transformar a empresa em algo totalmente novo. Nossa experiência nos diz, no entanto, que organizações erguidas para um mercado estabelecido raramente conseguem o feito.

Como sobreviver à ruptura

Inovação
Maxwell Wessel, Clayton M. Christensen

A inovação de ruptura é como um míssil lançado contra sua empresa. Nos últimos 20 anos, míssil após míssil fez mira e aniquilou seu alvo. Napster, Amazon e Apple Store destruíram a Tower Records e a Musicland. Computadorzinhos de menor potência invadiram o mercado e destronaram minicomputadores e mainframes. A fotografia digital tornou o negativo praticamente obsoleto.

História da empresa é ferramenta de liderança

Liderança
John T. Seaman Jr., George David Smith

Não há por que remoer o passado; é o futuro que importa.” Como historiadores corporativos que prestam frequente consultoria a empresas, estamos sempre ouvindo de executivos uma ou outra versão deste lema. Em geral, a história da organização só vem à baila em vista de algum festejo — como parte dos “fogos e balões”, definição de um executivo conhecido nosso para as comemorações do bicentenário de sua empresa (executivo ciente de que o investimento de tempo e dinheiro teria um efeito fugaz).

 

Presidente da Novartis conta como empresa cresceu após fim de patente importante

Experiência
Joseph Jimenez

Por mais de uma década, o produto mais vendido da Novartis foi o Diovan. É um anti-hipertensivo, um medicamento para baixar a pressão arterial; quem é hipertenso e usa o remédio precisa tomá-lo todo dia. A equipe de cientistas da casa levou anos para criar o Diovan, que antes de lançado foi testado em milhares de pacientes em ensaios clínicos. Ao todo, a Novartis gastou mais de US$ 1 bilhão para desenvolver o fármaco e recebeu o direito exclusivo de comercialização por 14 anos.

A vitalidade das cidades

Estratégia
HBR

Cidades servem de ímã para uma nação. A capacidade de atrair negócios e gente de outros lugares é uma boa medida da saúde econômica, social e cultural de uma região. O infográfico ao lado, baseado em um estudo da PricewaterhouseCoopers, encara de uma perspectiva externa indicadores do apelo internacional — incluindo tráfego aéreo, número de turistas e encontros de associações — de 27 cidades. Como porta de entrada de estrangeiros, Paris perde apenas para Londres, ficando à frente de Nova York, Pequim e Xangai.

O lado ruim da venda cruzada

Vendas
V. Kumar, Denish Shah

Imagine que você é o gerente de marketing de uma empresa de vendas por catálogo — empresa que trabalha com uma variedade de produtos, incluindo vestuário, móveis, artigos de cama, mesa e banho e equipamentos esportivos. Cada segmento desses tem um catálogo próprio. À sua frente, há dados sobre dois clientes. Hoje, os dois compram de apenas um catálogo da empresa — e ambos dão um leve prejuízo.