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Aldeias e oceanos

IED apresenta
1 de março de 2018

Por Victor Falasca Megido, diretor-geral do IED Brasil

Hoje falamos em Oceano Azul, uma ideia de que novamente é necessário parar de competir pelo mesmo território para navegar águas inexploradas e conquistar novos mercados. A diferença dos mares em que navegava Bartolomeu Dias, para dobrar o extremo do continente africano rumo às Índias, é que tempo e espaço se comprimiram nas infovias líquidas.

O filósofo canadense Marshall McLuhan cunhou o termo “Aldeia Global”, na década de 60, justamente para indicar que as novas tecnologias tendem a encurtar distâncias e reduzir todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia: um mundo em que todos estariam, de certa forma, interligados.

Muita velocidade e pouco tempo
Mais de meio século depois, podemos afirmar que vivemos em uma aldeia com janelas abertas e paredes de vidro, onde somos todos observadores, quando não voyeurs. Todos conectados 24 horas, porque tudo é tão rápido, que não dá mais tempo de contar até dez. Parece que a antiga maratona de 42 km virou uma série de breves corridas de 100 metros em altíssima velocidade. Haja fôlego!

Como ficam as empresas nesta Aldeia Global frenética? A primeira sensação é que se tornam mais fluidas. Tudo aquilo que carregávamos e que nos fazia e faz perder velocidade virou peso morto e temos de nos livrar dele – o briefing, a burocracia, as reuniões longas, os sistemas de gestão lentos e inoperáveis, as estruturas verticais rígidas e hierarquizadas etc.

O tempo ficou escasso e caro. A ideia de briefing dá passagem a processos colaborativos e de inovação contínua. A questão não está definida e funciona como ponto de partida. Entender e definir a questão é parte do trabalho. “Panta rei”, diria Heráclito. Tudo flui. Como as águas em que se navega e vão passando e passando… Tudo é móvel e transitório.

Abordagem diferente = Resultados diferentes
O Design Thinking se apresenta como uma proposta certeira para construir esse novo jeito de atuar. Está, então, explicado por que se fala sempre mais e mais desse tema nas mesas empresariais. O Design Estratégico, com a perspectiva de inovação, já está no dia a dia das organizações líderes em todo o mundo.

Escuto, nas salas de aula de pós-graduação, estudantes em cargos de executivos dizerem que os resultados das ações planejadas dão errado, mesmo eles tendo feito tudo certo! Como é possível?

A complexidade pede profissionais adaptados ao novo século. Novos navegadores que saibam singrar o grande Oceano Azul. Para muitos, a Nova Economia e a Era Digital são uma nova Pedra de Roseta a ser decifrada. Então, vamos aprender como.

Novos instrumentos de navegação
O Design Estratégico configura-se como um entendimento “big picture” das demandas da sociedade, a partir de um novo mindset e visão sistêmica, o que redefine a abordagem dos desafios. Uma boa dose de Design fará muito bem aos gestores. Fica lançado o desafio para os executivos brasileiros procurarem respostas em novos modelos de pensamento e abandonarem certezas e fórmulas. O IED quer contribuir.

Conexão é a palavra! Cada dia mais falamos de Design para não designers e os resultados são surpreendentes. Esses profissionais buscam outros instrumentos para navegar. A bússola aponta o Norte. Mas e daí? Não é suficiente. Está todo mundo indo para o Norte.

Quando o executivo se faz designer, ele abraça a complexidade, navega por ela, costura, derruba paredes, desmonta e remonta, joga fora para fazer de novo. Diverge, converge, projeta, prototipa, testa… com força total e velocidade máxima, livre de icebergs e piratas “em mares nunca antes navegados”.

Opa! “Terra à vista!”
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Victor Falasca Megido é diretor-geral do Instituto Europeu de Design – IED Brasil. Formado em Comunicação pela Università La Sapienza, de Roma, e Executive Master em Marketing & Sales pela SDA Bocconi, de Milão, e pela Esade Business School, de Barcelona. Estudou como sociólogo Domenico De Masi, colaborando com os eventos formativos em Ravello, Paraty e São Paulo. Professor de cursos de pós-gradução, conferencista e autor de livros de Marketing e Branding. Trabalhou na área de Propaganda & Marketing de empresas multinacionais. Foi diretor-geral da agência italiana de comunicação Armosia no Brasil.

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