Perguntar o que motiva as pessoas ao redor do mundo significou ouvir as mais diversas respostas, histórias e depoimentos. Sempre nos perguntam sobre os temas mais recorrentes, e entre eles está por exempo, a família, grande fator de motivação no México e na Guatemala, o trabalho, a saúde, o amor, a vida em si, os sonhos e por aí vai uma lista infindável sobre o que nos faz acordar todos os dias e seguir em frente.

Mas existe uma resposta que não ouvimos e particularmente acredito ser uma das maiores motivações humanas: a “Vontade de Poder”.

A história da humanidade, a antropologia e grande filósofos, como Nietzsche, apontam para a “Vontade de Poder” como algo que sempre moveu o homem; consciente ou inconscientemente.

Mesmo sem perceber, todos temos essa vontade dentro de nós. Ela se manifesta nos mais diversos níveis das relações humanas, sejam pessoais ou profissionais, despertando seu lado positivo e também o negativo.

O poder se manifesta desde a paternidade, quando os pais, diante da relação de criação, fazem questão de demonstrá-lo: “Sou seu pai e você deve me respeitar…” ou “Deve seguir essa regra” ou “Faça assim…”, mesmo sem explicar ou justificar porque seus filhos devem obedecer.

A vontade de poder planta suas raízes desde a infância, quando somos instigados ao universo dos super heróis, que desperta em nós a vontade pelos “poderes” especiais. Competimos desde a escola, através do nosso desempenho nas notas ou no esporte. Toda essa corrida pela força certamente nos engaja ao uso do poder, seja na escola com colegas ou mais tarde no ambiente de trabalho. No mundo adulto, a noção de poder ganha força ao compreendermos as relações de hierarquia e comando.

A estrutura de cargos e funções nas empresas revelam sempre a mesma dinâmica: quanto mais “poder”, mais reconhecimento e portanto mais sucesso.

Se não desfrutamos do poder dentro das hierarquias, os “pequenos poderes” nascem para suprir essa demanda. É nessa esfera que afloram as relações bárbaras de poder desigual: com empregados, manobristas, caixas de supermercado, cobradores. A famosa frase “Você sabe com quem está falando…” é um reflexo dos pequenos poderes agindo para suplantar a falta do poder real.

Será que toda essa vontade de poder que nos move é algo saudável?

O lado positivo de ter poder significa ter nas mãos o controle da própria vida e das próprias decisões, não necessariamente se utilizando do poder sobre o outro. O poder pelo poder é pura satisfação do ego.

Para fazer bom uso do poder é preciso ter talento e sabedoria para utilizá-lo, esse é o papel dos verdadeiros líderes.

Muitos que almejam a liderança, não levam em conta que quanto mais poder, maior a responsabilidade nas decisões, pois impactam diretamente a vida de outras pessoas.

A vontade de poder por vezes é tão instintiva que deve ser domada e vigiada. Para muitos chega a ser um vício comportamental. Ter poder exige ter um propósito ético e bem definido para utilizá-lo, só assim poderá ser benéfico. Não basta se orgulhar de ter poder, é preciso se orgulhar do que se faz com ele.

E você, qual é a sua vontade de poder? Ela te motiva?

 

Idealizadores do projeto Walk and Talk – A volta ao mundo em busca da motivação, os especialistas no assunto Luah Galvão, atriz e apresentadora e Danilo España, fotógrafo, viajaram por mais de 2 anos – visitaram 28 países nos 5 continentes – para entender o que move, motiva e inspira pessoas das mais variadas raças, credos, culturas e cores. Antes dessa jornada, já estudavam o tema Motivação e agora que estão de volta ao Brasil compartilham suas descobertas através de textos  para esse e outros veículos de relevância, assim como em palestras e workshops por todo o Brasil. Descubra mais sobre o projeto: www.walkandtalk.com.br 

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